A forma, no sentido estrito da palavra, não é nada mais que a delimitação de uma superfície por outra superfície. Mas toda coisa exterior também encerra, necessariamente, um elemento interior (que aparece, segundo os casos, mais fraca ou mais fortemente). Portanto, cada forma também possui um conteúdo interior. A forma é a manifestação exterior desse conteúdo.
Se uma forma nos deixa indiferentes, conforme a expressão habitual, “não diz nada”, devemos evitar entender isso de maneira literal. Não há forma, do mesmo modo que não há nada no mundo, que não diga nada. Mas esse “dizer”, com frequência, não atinge a nossa alma. É o que acontece quando é indiferente entre si, ou, mais exatamente, empregado onde não convém que o seja.
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