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ny by lehitraanen on Flickr.

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Cremos que o sentido vai morrer, mas é uma morte prorrogada: o sentido perde seu valor, mas conserva a vida, que vai alimentar a forma do mito. O sentido passa a ser para a forma como que uma reserva instantânea da história, como uma riqueza submissa, que é possível aproximar e afastar numa espécie de rápida alternância: é necessário que a cada momento a forma possa reencontrar raízes no sentido e aí se alimentar; e, sobretudo, é necessário que ela possa se esconder dele.
– Barthes. Mitologias, p. 209.
Sabemos doravante, que o mito é uma fala definida pela sua intenção (sou um exemplo de gramática), muito mais do que pela sua literalidade (eu me chamo leão); e que, no entanto, a intenção está de algum modo petrificada, purificada, eternizada, tornada ausente pela literaridade.
Mitologias, Barthes, p.215
Algumas fotos da serie Mimesis, por Barbara & Michael Leisgen entre os anos 1972 e 1973.

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typeverything:

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Ampersand by Okaytype.

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(Source: buchstaben)

O que é seguro já não monopoliza o imaginário do público. As anomalias não são mais uma área reservada, de difícil acesso. Pessoas bizarras, em condição sexual vergonhosa, emocionalmente vazias, são vistas todos os dias nas bancas de jornal, na televisão, nos metrôs. O homem hobbesiano vaga pelas ruas, perfeitamente visível, com gel no cabelo.
Sobre fotografia, Sontag, p. 58
Há algo de estranho nos atos de escrever e falar”, dizia Novallis em 1799. “O equívoco ridículo e divertido que cometem as pessoas é o de acreditar que empregam as palavras em relação com as coisas. Elas não tem consciência da natureza da linguagem — que é ser a sua própria e única preocupação, o que faz dela um mistério tão fértil e esplêndido. Quando alguém fala somente por amor à fala, está dizendo a coisa mais original e verdadeira que pode dizer.
– Sontag, A vontade radical, Estética do silêncio, pág. 33

Uma paisagem não exige sua “compreensão”, suas imputações de significado, suas angústias e suas simpatias; ao contrário, requer a ausência, solicita que ele não acrescente nada a isso. A contemplação, do ponto de vista estrito, acarreta o auto-esquecimento por parte do espectador: um objeto digno de contemplação é aquele que, com efeito, elimina o sujeito que a percebe.

[…]

Plenitude — experimentar todo o espaço como preenchido, de forma que as idéias possam entrar — significa impenetrabilidade. Um indivíduo que permanece silencioso torna-se opaco ao outro; o silêncio de alguém inaugura uma série de possibilidades de interpretação desse silêncio, de imputação de discurso a ele.

– Sontag, A vontade radical, Estética do silêncio, pág. 23-4

Mais do que agarrar a ocasião, como fazia, o médico antigo, o jardineiro da alma cria a ocasião, altera as circunstância e usa o desejo para vencer os desejos.

O deslocamento do desejo para a região da Fortuna, do hábito e do costume, garante ao homem o pleno poder sobre ele e a possibilidade de alterá-lo inteiramente, segundo as circunstâncias e a sedução das palavras, dos gestos e dos exemplos.

[…]

O desejo é natural por ter-se tornado inteiramente artificial.

– O desejo, pág. 44
"Cremos que o sentido vai morrer, mas é uma morte prorrogada: o sentido perde seu valor, mas conserva a vida, que vai alimentar a forma do mito. O sentido passa a ser para a forma como que uma reserva instantânea da história, como uma riqueza submissa, que é possível aproximar e afastar numa espécie de rápida alternância: é necessário que a cada momento a forma possa reencontrar raízes no sentido e aí se alimentar; e, sobretudo, é necessário que ela possa se esconder dele."
"Sabemos doravante, que o mito é uma fala definida pela sua intenção (sou um exemplo de gramática), muito mais do que pela sua literalidade (eu me chamo leão); e que, no entanto, a intenção está de algum modo petrificada, purificada, eternizada, tornada ausente pela literaridade."
"O que é seguro já não monopoliza o imaginário do público. As anomalias não são mais uma área reservada, de difícil acesso. Pessoas bizarras, em condição sexual vergonhosa, emocionalmente vazias, são vistas todos os dias nas bancas de jornal, na televisão, nos metrôs. O homem hobbesiano vaga pelas ruas, perfeitamente visível, com gel no cabelo."
"Há algo de estranho nos atos de escrever e falar”, dizia Novallis em 1799. “O equívoco ridículo e divertido que cometem as pessoas é o de acreditar que empregam as palavras em relação com as coisas. Elas não tem consciência da natureza da linguagem — que é ser a sua própria e única preocupação, o que faz dela um mistério tão fértil e esplêndido. Quando alguém fala somente por amor à fala, está dizendo a coisa mais original e verdadeira que pode dizer."
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Uma paisagem não exige sua “compreensão”, suas imputações de significado, suas angústias e suas simpatias; ao contrário, requer a ausência, solicita que ele não acrescente nada a isso. A contemplação, do ponto de vista estrito, acarreta o auto-esquecimento por parte do espectador: um objeto digno de contemplação é aquele que, com efeito, elimina o sujeito que a percebe.

[…]

Plenitude — experimentar todo o espaço como preenchido, de forma que as idéias possam entrar — significa impenetrabilidade. Um indivíduo que permanece silencioso torna-se opaco ao outro; o silêncio de alguém inaugura uma série de possibilidades de interpretação desse silêncio, de imputação de discurso a ele.

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Mais do que agarrar a ocasião, como fazia, o médico antigo, o jardineiro da alma cria a ocasião, altera as circunstância e usa o desejo para vencer os desejos.

O deslocamento do desejo para a região da Fortuna, do hábito e do costume, garante ao homem o pleno poder sobre ele e a possibilidade de alterá-lo inteiramente, segundo as circunstâncias e a sedução das palavras, dos gestos e dos exemplos.

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O desejo é natural por ter-se tornado inteiramente artificial.

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